O ano nu

O ano do mundo estremecido via-se pássaros estranhos boquiabertos no jardim vazio. Mocinhas sonhadoras quietas pequenas imaginações de amor. Engravatados […]

Não sou

Não sou bom nem mau amoroso ou odioso. Vivo. Estudo. Proponho. Reajo. Falo brando. Grito, se o ruim grita primeiro […]

S. Paulo, centro velho, 1960.

Minhas pernas subiam todos os dias a galeria que demandava o azáfama nobre de São Paulo às sombras dos  sobradões […]

Aos mortos de nosso tempo

Aos mortos de nosso tempo Sem que tenham praticado nenhuma ilicitude     castigou-os um juiz de togas puídas e bocejos. Corroeu-lhes […]