Mundo misterioso

O sonho foi raro, sem ondas furiosas.

Viajei a uma terra contígua

De altos palacetes medievais

Agrupados em ruas tomadíssimas.

Todos os rostos eram dignos e serenos

Mas não havia respostas.

Vestimentas simples e nobres.

Eu mesmo não conseguia

Usar esse instrumento da terra

A que chamaram palavras

E que já acusaram de toldar o pulsar

dos corações.

Cruzei avenidas, perdi-me em vielas,

ingressei em alguns desses prédios,

sempre cruzando com essa enormidade

de amigos e amigas.

Somente nossos olhares se trocavam

E eram sempre amistosos.

Jamais senti alguma necessidade

E senti o mesmo dos conterrâneos.

Havia muito artesanato

E objetos que não conhecia.

Havia momentos de sol e outros turvos.

Ao sonhar conheci o mundo do mistério

Até despertar para este solo duro de homens ansiosos.

*Amadeu Garrido de Paulaé poeta e ensaista literário, é advogado, atuando há mais de 40 anos em defesa de causas relacionadas à Justiça do Trabalho e ao Direito Constitucional, Empresarial e Sindical. Fundador do Escritório Garrido de Paula Advocacia e autor dos livros: “Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade” e do blog: Ambos à venda na Livraria Cultura e também um dos ganhadores do “Concurso Nacional de Novos Poetas de 2020” e do “Concurso Sarau Brasil 2020”, ambos da editora Vivara.

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