A cerva branca

A cerva branca que Borges eternizou

no poema perfeito que lhe dedicou

hoje são múltiplas, atravessam o verde,

que florestas densas reservaram

ao teatro em que desfilam no paraíso.

Aguardam-nos alegres em peças de Shakespeare

que nos reservam o futuro inexorável, à espreita

de nossa longa e sofrida travessia

em que o rio de Heráclito muda tantas vezes.

Leve e velozmente percorrem o páramo de Deus

comissão que nos recepcionará

cedo ou tarde, se o tempo é ilusão,

e com o homem bom conviverão na eternidade.

Nosso diálogo será como um onírico

beijo raro que nos surpreende na madrugada

e nos fazem felizes no leve escuro que embala

nossos corpos relaxados e nossa alma amiga que irá à festa.

* Amadeu Garrido de Paula, poeta e ensaista literário, é advogado, atuando há mais de 40 anos em defesa de causas relacionadas à Justiça do Trabalho e ao Direito Constitucional, Empresarial e Sindical. Fundador do Escritório Garrido de Paula Advocacia e autor dos livros: “Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade”. Ambos à venda na Livraria Cultura.

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DE LEON COMUNICAÇÕES

Bruna Lyra Raicoski

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