Filhotes da papoula

Milhares de corpos perfeitos

E mentes brilhantes

Passeiam como diamantes

Enriquecem o mundo dos eleitos.

Suas fontes biológicas são farpas

Como a papoula do ópio

intumescidas do óleo do ódio

exalam mau cheiro e são amargas.

O perdão recíproco e superficial

É devido aquele fruto que colore

Este mundo obscuro do líquido do mal.

Assim avançam os paradoxos

Amantes se arranham

Esquecidos dos momentos milagrosos.

* Amadeu Garrido de Paula, poeta e ensaista literário, é advogado, atuando há mais de 40 anos em defesa de causas relacionadas à Justiça do Trabalho e ao Direito Constitucional, Empresarial e Sindical. Fundador do Escritório Garrido de Paula Advocacia e autor dos livros: “Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade”. Ambos à venda na Livraria Cultura.

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Bruna Lyra Raicoski

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