1º de novembro, 1755

Manhã que avançava, já tardia,

celebração de todos os santos,

na Lisboa crentes a abadia

os aguardam em seus recantos.

Tudo repentinamente é frágil e tremem

As sólidas paredes dos castelos

Caem os telhados, em minutos gemem

Incendeiam-se os cabelos.

Depois da tragédia de sangue, fé e injúria

Prometeu-se rever os fundamentos da filosofia

Procissões juraram refazer o homem em fúria.

Voltaire ironizou as fantasias das promessas

No avião em queda os homens rezam;

Hoje esperamos que morra a demagogia das rezas.

* Amadeu Garrido de Paula, poeta e ensaista literário, é advogado, atuando há mais de 40 anos em defesa de causas relacionadas à Justiça do Trabalho e ao Direito Constitucional, Empresarial e Sindical. Fundador do Escritório Garrido de Paula Advocacia e autor dos livros: “Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade”. Ambos à venda na Livraria Cultura.

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DE LEON COMUNICAÇÕES

Bruna Lyra Raicoski

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