Zé do caixão

Jovens ontem graduados em direito

São ávidos para aparecer na mídia;

Não importa a nobreza de seu pleito

Quando ferozes se dão a uma perfídia.

Afinal todos os réus são como pacientes

Portam doenças que devem ser tratadas

Não-à-toa os habeas corpus os denominam pacientes

Desta vida desafinada e faces maltratadas.

Assim conhecemos o novo Chico Picadinho

Homem elegante, terno impoluto, gravata fina,

Corretor, ao tomar gim retornou ao velho monstrinho.

Lá fomos nós atrás da mídia que interessava;

E o Zé do Caixão, que hoje se foi, vislumbrou novo filme

Mas o Chico resistiu e o Zé e nós continuamos na calçada.

* Amadeu Garrido de Paula, poeta e ensaista literário, é advogado, atuando há mais de 40 anos em defesa de causas relacionadas à Justiça do Trabalho e ao Direito Constitucional, Empresarial e Sindical. Fundador do Escritório Garrido de Paula Advocacia e autor dos livros: “Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade”. Ambos à venda na Livraria Cultura.

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