Tristeza de fim de tarde

Não tenho nenhuma tristeza

importante a ponto de abalar

a memória do futuro

ela se desfaz ao último vendaval

é mais um galho oculto entre os maiores

da árvore que parece nos compreender

enfim, a tristeza é o nada

que só importa à sua vítima

e o cair da tarde é o féretro

depois a transição é o corpo almejado

entre as belezas duradouras

da noite negra e das estrelas iluminadas

por milhões de anos depois de sua morte

para nos dizer que a felicidade está escrita

nas grutas mais antigas do mundo e do homem.

* Amadeu Garrido de Paula, poeta e ensaista literário, é advogado, atuando há mais de 40 anos em defesa de causas relacionadas à Justiça do Trabalho e ao Direito Constitucional, Empresarial e Sindical. Fundador do Escritório Garrido de Paula Advocacia e autor dos livros:“ Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade”. Ambos à venda na Livraria Cultura.  Visite também o blog: www.amadeugarridodepaula.com.br.

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