A alma geométrica

O mais belo dos exemplares humanos

é o que acopla suas partes em sincronia;

a proporcionalidade é regra de ouro

que lembra a racionalidade da natureza

e integra nossa mais elementar estética.

O desproporcional é o feio e desprezível

salvo as ocorrências das imprevisões divinas

hipóteses em que devemos mostrar nosso amor

capaz de superar todas as demais imperiosidades.

Proporcionais são as árvores e seus frutos

os homens ao dialogar e ainda nos combates

os irracionais que sabem distribuir suas conquistas

para conduzir seus passos biológicos que ignoram

se um dia cessarão, ou se serão eternos.

Até as guerras usam proporções e por vezes

seguem sinais sincrônicos de ataque e defesa racionais

quando não desmedidas por insanos e furiosos.

Entender e mensurar o proporcional é dever

de Deus, dos deuses, dos bons reis e dos anjos.

Saibamos nós, na comunidade dos mortais,

gerenciar nossos direitos e suas inevitáveis restrições,

porque não os há sós, ilimitados e fulminantes dos alheios.

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

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