Esses sublunares

Sob a luta rastejamo-nos nas negras noites

somam-se desnorteados os revolteios

de repente nos vemos sob bosques e os peitos

se descomprimem ou morrem sob os açoites.

São renhidas e cruéis as lutas dos corações

que não sabem se dormem sob o trânsito lunar

ora correm, trombam, resistem e encontram o lupanar

que seus inconscientes geraram plenos de emoções.

E a lua impassível prossegue lenta em direção à aurora

sabe que quando chegar à alba um rei a destronará

como o fizeram sempre a todas as rainhas de outrora.

Foram rainhas em sofrimentos finais tão bem lembradas

como se Shakespeare traçasse seus caminhos eternos

sussurravam demolidas e tristes enquanto deformadas.

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

*Para ler mais textos do autor, acesse o Blog Amadeu Garrido de Paula.

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