Livres e voam

A liberdade capitaneia

o moderno

em busca do antigo

os oceanos dos poetas

são os mais admiráveis

entre os delfins.

Exprimem a ansiedade

das garoupas amarradas

às rochas.

Ousam ser novamente

vítimas dos anzóis.

Tentam dizer

o que ficou

em teus gorgulhos.

Quem chorará

pela rainha Hécuba?

Prendem-se ao rei

da elegância

por isso se contentam.

De todo modo,

a dor do vencido,

é a condição humana

para derrubar a ordem

que a rotina pretende impor.

Como as tainhas no inverno

vêm à tona no meio da noite

e dançam no teatro das águas.

Versos se atrevem

a ser partículas do infinito.

Geraram a primeira linguagem

parte do povo a compreendeu,

até mesmo o “Prometeu Aguilhoado”.

Em Homero

imagina-se aristocrático-heróico;

Virgílio

não se isentava entre as guerras

dos anseios dos corações.

Ovídio tem a paixão da anarquia

que não admite o verbo

no imperativo.

Dante saboreou a doce vingança

e comemorou com Beatriz.

Poesia cirúrgica

De São Francesco de Assis

Desde o dialeto humilde da Úmbria.

Nossos brasileiros

morreram de amor

por uma mulher, posto que morta e bela, 

e de indignação

contra uma corte pútrida

e o imperador pusilânime.

O papel poético

quando rala as feridas

tem a cor laranja da dor e a do cloro

que purifica ao desinfetar.

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

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