O “day after”

 

    “(…) A majestade

                      Não sucumbe sozinha, mas arrasta

                      Como um golfo, o que a cerca, é como a roda

                      Posta no cume da monha altíssima

                      A cujos raios mil menores coisas

                      São presas e encaixadas, se ela cai,

                      Cada pequeno objeto, em consequência,

                      Segue a ruidosa ruína”.

                      (Sheakespeare, menção de Barbosa Heliodora, em introdução de Hamlet).

 

O próprio ministro Paulo Guedes, que não é terrorista, mas realista, pediu atenção para o dia seguinte à vitória parlamentar que conduziu a reforma trabalhista. Sem medidas complementares (reforma tributária, administrativa, judiciária, política e outras), em ordem a criar-se uma nação no sentido essencial de uma comunidade equitativa que cresce em moldes sustentáveis, por si a reforma será apenas afundar na areia movediça nossos “beneficiários” da previdência social, que hoje mantem, talvez, somente os olhos e os cabelos fora do pântano.

Ao fim e ao cabo, é certo recuperar as finanças públicas, mas, sem medidas estruturais, não será extraindo o apêndice dos mais fracos que conseguiremos superar a metástase que tomou conta do nosso organismo social, econômico e político.

 

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

 

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Bruna Lyra Raicoski
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