Em busca do tempo perdido

Não é o de Proust e de seus aspargos

É a dos poucos dias em que vivemos

democraticamentes, livres em barcos

sulcando  nossos rios, mares a remos

 

Havia corrupção e era pouca coisa

certo que a quantidade nada justifica

mas para uma nação não é a moita

o mato que extrai sangue e sacrifica

 

Causa-nos o torpor da morte o ilegal

que se funda na ética, condição não frugal

mas a todo momento a pisoteiam como barro

 

Temos de espancar a corrupção e resgatar as leis

as liberdades públicas, a democracia, o menos pior

de todos os regimes que construímos e não soubemos fazer melhor.

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