Caterva de ex-cocaineiros e maconheiros

O Brexit, a mais insensata opção popular de um povo, não será revogado. A tanto, seria necessário a convocação de novo plebiscito. Qual o mal de um povo falar por duas vezes, quando a primeira foi de maioria apertada e suas consequências são temerárias para a Grã-Bretanha e o mundo?

A asserção da saída da UE a trancos é dita face ao exame das tendências dos sucessores de Theresa May, que deixou o poder melancolicamente. Um dos subprodutos do tsunami denominado Brexit.

O fato de alguém ter usado cocaína ou maconha em sua juventude não o macula na vida adulta e política. Mas, nesse caso, é preciso constatar que se trata de uma malta de xenófobos conservadores, que, em sua juventude, tinha condições econômicas redundantes no ócio letárgico  – irmão do ópio.

Esses seres paradoxais, depois de enveredarem pelo terreno minado dos tóxicos, raramente são bons políticos democráticos, equilibrados e verdadeiramente expressivos da vontade popular. Contaminou-os a preguiça, que não foi nada criativa. E querem conservar o mundo como está, a ponto de sua autodestruição, compatível com o desespero que não superaram. E quem experimentou o bife, não nos garante que não dá umas mordidinhas de vez em quando, principalmente no enfrentamento de grandes problemas.

Como esclareceu o jornalistas Gilles Lapouge, os integrantes do grupo que pretende substituir Thereza May no cargo de primeiro-ministro britânico “fazem fila, se atropelam, passam a perna no vizinho para chegar na frente”. Somente um não é partidário do Brexit.

Michael Grove, o favorito, foi implacável como Ministro da Justiça,  no combate às drogas, mas descobriu-se que há 20 anos consumiu cocaína. Façam o que digo, não o que fiz ou faço…

Outro concorrente, Jeremy Hunt, Ministro das Relações Exteriores, consumiu a cannabis sativa, mas não sabe onde, talvez na Índia, longe do Reino Unido. Este esteve preservado de seus hálitos de fumaça.  Ambos querem um Brexit duro, talvez aplacadores de suas histórias.

A trempe de outros quatro (Dominic Raab, Esther Mc Vey, Andreal Leadson e Matt Hancok)  têm um ponto em comum: também consumiram maconha “à epoca de sua juventude louca”.

A loucura de hoje é a mantença a ferro e fogo do Brexit. O delírio chega ao extremo de dizer-se que a UE é um novo “reich” europeu. As drogas  tiveram  efeito “retard”. E como ficará a dívida de 45 bilhões de euros do Reino Unido em face UE que desqualificam?

O centro nervoso de Londres sempre nos pareceu levar um jeito de circo e exalar um aroma polêmico. Tais constatações podem mudar nossas vistas quando observam a trágica cracolândia. Um novo plebiscito possibilitaria conhecer a vontade efetiva do reino profundo. Por isso não o querem.

 

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