Inquietude da alma

Não há poema que esgote o potencial

tampouco poeta que se dê por contente

remanesce no âmago versos no varal

das imagens míticas que emergem do poente.

 

São os versos contidos nas redondilhas da nuvens

que não se contentam com a imobilidade

desenham arabiscos de arte no mundo da cidade

em que vivem sobre nós como anjos inquietos e  jovens.

 

A explosão de Camões ou de seu irmão ibérico Cervantes

plantou a impressão de que tudo já fora feito

no mundo das artes que é infinito e nunca como dantes.

 

Há mais, sempre mais, jamais o homem se contenta

por mais prima que seja a composição dos grandes poetas

não é a primeira, nem a última, é somente o sopro de uma ementa.

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