As incertezas

Bichos que se introduzem em nossos ouvidos

na boa hora de sonhar, nos momentos doces

geram os estremecimentos dos sentidos

e fazem-nos papoulas a afastar ignoradas dores.

 

Extraem-nos o melhor prazer, o líquido da paz,

amanhã talvez não será nada, ou tudo quebrará

nossas taças do bom vinho, é a incerteza atroz

das benesses do querer e da dor que um dia virá.

 

Nesses redemoinhos evolui o homem incansável

do combate, das atracaduras e dos serenos amores

em seu bravo peito reside a coragem, e o memorável

estilo de sobreviver, entre soldados e alguns poetas,

os primeiros temem as temidas prisões e as cortes marciais;

os poetas nutrem o pavor do silêncio, as estrelas pretas.

0 comentários em “As incertezas”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *