Réstia de sono

Dante se disse ao meio da jornada rude

o poeta de que falo fez seu prólogo no fim

e quantas almas malditas, razoáveis e benditas

foram a seus sítios judaico-cristãos injuriados

a percorrer o terrível inferno, o imagístico purgatório

o céu em que Pessoa sentiu a paráfrase com os baixios

de sua Lisboa indescartável, paraíso da virgem Maria

que consumia as tardes da eternidade a tricotar

enquanto Deus afastava o tédio dando-nos arbítrio

da liberdade, igualdade, fraternidade e maldade.

Vez ou outra um bocejo divino ecoava um trovão

a estremecer a terra, anunciar a tempestade e o escrever em vão.

 

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

 

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