A dor e a pena

Nenhum filósofo, concentrado pensador, amigo do saber orgástico

desde o peripatético, Platão, Tales e todos seus amigos perfilhados

até hoje conseguiram definir a justiça, âncora de todos os Estados,

suprema ideia de todas as políticas, ideal intelectual que desafia

os pobres homens às conclusões de suas elucubrações.

Em seu sagrado refletir, em sua crítica e angustiada conjetura,

que prolifera sobre o pensar e se mantém grudada nos miolos

dos que se frustram, porque sabem solucionar os teoremas,

sem conseguir porém definir o direito de cada um e dos povos.

 

Perguntem, porém, a um pobre ou rico ser,  vítima do mal cruel,

se se conformou, ainda que sob as pílulas mágicas das noites,

com a lâmina cravada em seu peito, que sempre teve como justo,

ao saber sem poder provar que foi vítima de um sábio magistrado

que o lançou ao lamaçal, posto que o juiz somente só tinha autoridade.

E ninguém pôde comprovar sua ignomínia, bandido de toga, que

dorme tranquilamente todos os sonos dos justos em solene paz.

Alguns juízes e empoderados promotores sabem que Hamurabi

colocavam-nos na árvore que decaía até o fogo das notas recebidas.

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

 

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Bruna Lyra Raicoski
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